A Escola Estadual Baixo Quartel, em Linhares, está realizando, desde o início do ano, o projeto “Desenvolvimento Sustentável: Compartilhando Saberes”. A ação, que tem como objetivo fazer com que os alunos compartilhem com suas famílias e comunidade os conhecimentos aprendidos em sala de aula, será encerrado em novembro com uma feria de agronegócios.
O projeto, que é interdisciplinar, surgiu da necessidade de trabalhar com os alunos questões como sustentabilidade e preservação do meio ambiente, já que as famílias são de produtores rurais. Aproximadamente 300 alunos do Ensino Fundamental estão envolvidos na ação, que começou com pesquisas realizadas no laboratório de informática e discussões em sala de aula. Os trabalhos incluíram ainda uma visita à fazenda experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), no município.
“Os pais estão maravilhados com o trabalho. Além disso, o projeto melhorou o desempenho dos alunos e aproximou a família da escola. Trabalhamos a consciência ambiental. É uma forma de desenvolver os conteúdos e prepará-los para a vida”, disse a pedagoga Kellis Nunes.
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No encerramento, com a feira de agronegócios, os alunos e suas famílias poderão expor os trabalhos e os produtos de suas propriedades. Para o início de novembro, está prevista uma visita ao município de Rio Bananal, quando os alunos e suas famílias discutirão com os produtores locais sobre o uso de agrotóxicos na produção agrícola.
Etapas
Numa das fases do projeto, os alunos de 5ª a 8ª séries realizaram várias visitas às propriedades para avaliar se são utilizados agrotóxicos ou se os produtos são orgânicos. No dia 15 de outubro, foi realizado um encontro, na escola, com os produtores rurais da região para que os estudantes pudessem mostrar as informações produzidas e o que tinha sido aprendido ao longo das atividades.
Na ocasião, foi exibido o filme “A História das Coisas”, cedido pelo Incaper. Em seguida foi realizado um debate com os produtores. Os alunos organizaram um “Cantinho da Roça”, com diversos alimentos típicos da comunidade que foi oferecido aos convidados do encontro e produziram o caderno “Receitas que combatem o desperdício”, que foi entregue para os participantes.
“Após o encontro, podemos concluir que os saberes da terra são construídos de forma coletiva, associando teoria e prática. As escolas são espaços privilegiados de formação e a educação ambiental é a forma de interagir diretamente com a comunidade e operar mudanças na sociedade”, finaliza Kellis. |
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