Divulgação
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| A última palestra na escola foi realizada no início desta semana. |
Os alunos da Escola Baixo Quartel, em Linhares, estão multiplicando informações importantes sobre uma das doenças com a qual se deve ter bastante atenção: a hanseníase. O projeto “Hanseníase e Cidadania” abrange pesquisa, debate e palestra, que envolve não somente os alunos, mas também a comunidade.
A pedagoga da unidade de ensino, Kellis Nunes, disse que já foram detectados casos desta doença em um bairro próximo ao da escola. “Como a hanseníase é contagiosa, surge a necessidade de informar aos alunos e familiares como se prevenir, detectar a doença e como é o tratamento. É um processo de sensibilização”, explica.
Todos os professores estão participando do projeto, principalmente os que lecionam disciplinas ligadas à área da saúde. “Os alunos estão realizando pesquisas na internet sobre o assunto e produzindo textos em sala de aula”, comenta a pedagoga. Outro ponto abordado é a luta contra o preconceito que existe com os portadores da hanseníase.
O aluno da 7ª série, Sávio Sarmento, revela que está aprendendo muito com esta ação. “Recebemos informações sobre a doença e como podemos tratá-la. Está sendo muito proveitoso”. De acordo com Kellis Nunes, o projeto será concluído em setembro, com uma exposição contendo panfletos, resultados de pesquisas e todo o material produzido pelos alunos da escola, desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio.
Um dos resultados que já se percebe é a conscientização da família. Os alunos estão envolvendo os pais e a comunidade. “Nas aulas e palestras, indicamos o que uma pessoa com hanseníase deve fazer e como procurar ajuda, informando também contatos. Isso é um auxílio principalmente às pessoas que têm vergonha em pedir ajuda. O problema pode estar dentro de casa”, finaliza Kellis.
Hanseníase
A hanseníase é uma doença conhecida desde a antiguidade, pelos nomes de lepra e morféia e que devido à incapacidade física que provoca nos pacientes sem tratamento ou naqueles que tiveram um diagnóstico tardio, foi motivo, secularmente, de grande discriminação contra o portador da mesma.
Na última década, o Estado do Espírito Santo muito avançou no controle da doença: em 1993 possuía prevalência de 24,46 casos/10.000 habitantes e percentual de abandono de 59%. Ao final de 2006 a prevalência encontrava-se em 3,69 casos/10.000 habitantes e o abandono em 4%.
Apesar disso, ainda precisa empreender esforços significativos para o alcance da meta de eliminação (prevalência de 1caso/10.000 habitantes), centrando esforços no diagnóstico precoce e tratamento de todos os casos, de forma a interromper o ciclo de transmissão da doença (Linha Guia Hanseníase, 2006).
Em todos os municípios do Estado, existe pelo menos uma unidade de saúde com profissionais capacitados para o diagnóstico e tratamento da doença.
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